quarta-feira, 7 de maio de 2008

Inquisição

Só faltava mais esta na longa lista das coisas risíveis do futebol português. O sr. João Simões Dias, zeloso delegado da Liga, resolveu reportar este facto no relatório que elaborou, e vai daí para além do possível castigo, lá vem a multa da ordem. Serão estes delegados comissionistas?
Não seria melhor estar atentos ao inicio dos jogos, para que como manda a regra começassem todos ao mesmo tempo? Não seria melhor que tomassem como exemplo os seus homólogos da Liga dos Campeões? Se os clubes começam a divulgar os "pedidos"que alguns deles fazem antes e depois dos jogos, ou se alguém lhes revista as malas dos carros depois das delegacias feitas, caía o Carmo e a Trindade.
Senhores jogadores, tenham cuidado com a comichão nas partes baixas ou no fundo das costas, qualquer tentativa para coçar pode ser interpretado como gesto obsceno e atentatório dos bons costumes. Porque não pôr os novos inquisidores em frente à televisão a descobrir se as cuspidelas dos jogadores em campo tem algum alvo definido ou é mesmo só cuspir para relva? Ou até contratar delegados especialistas em linguagem gestual ou labial, para descodificar as bocas que os jogadores mandam para o ar.

Vozes de Burro

Quando me refiro aos escribas do reino, quero dizer o João Querido Manha e o José Manuel Delgado, que têm ambos olhos vermelhos. Não tem a ver com qualquer excesso de bebida, mas sim com a cor clubistica que idolatram, e que defendem até à burrice dos seus escritos e opiniões. A última do Manha diz respeito às bocas do "cigano". Espera-se ansiosamente, em nome da sua propalada isenção, que a próxima crónica seja sobre as bocas do Nuno Gomes, ou até do Luisão.
Acham possível que isso aconteça?
Mas para não julgarem que no Correio da Manhâ só abundam os manhas, também lá há destas espécimes rastejantes, as chamadas cobras cuspideiras.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Estão mexendo no nosso bolso

Os bancos preparam-se para nos cobrarem 1,50 Eur por cada levantamento nas caixas ATM. Isto é, de cada vez que levantar o seu dinheiro com o seu cartão, o banco vai almoçar à sua conta. Este 'imposto' (é mesmo uma imposição, e unilateral) aumenta exponencialmente os lucros dos bancos, que continuam a subir na razão directa da perda de poder de compra dos Portugueses. Depois de nos terem aliciado com a 'oferta' de um cartão que lhes permitiu poupar milhões à custa do despedimento de milhares de trabalhadores e da venda de espaços, agora querem continuar a arrecadar mais milhões retirados directamente das nossas contas! Este é um assunto que interessa a todos os que não são banqueiros e não têm pais ricos. Quem não estiver de acordo e quiser protestar, assine a petição e reencaminhe a mensagem para o maior número de pessoas conhecidas.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Palhaços

Para que conste, gosto muito de palhaços. Dos verdadeiros, dos que me habituei a ver no circo a divertir e a fazer rir os mais pequenos e até os graúdos.Agora deliro com os outros palhaços, os que nos fazem rir pelas suas palermices, com o que escrevem nos jornais, e com a dualidade com que vomitam as suas "pérolas".
Vem isto a propósito da entrada que o Bruno Alves teve sobre o Jorge Gonçalves, concordo que merecedora de sanção disciplinar, porque foi bárbara. No dia seguinte os jornais do costume, e os "escribas do reino" destilaram todo o seu ódio sobre a entrada do defesa portista, pedindo quase o cadafalso para o Bruno.
Este fim de semana Rodrigo Alvim abalroou Carlitos e nem uma linha nos jornais de hoje.
Mais grave ainda, o benfiquista Cardozo "atacou" à cabeçada o guarda-redes Pedro Alves, complementando a agressão com os pitons na coxa do pobre coitado, e pasmo porque não vi nem uma linha sobre a bárbara agressão, nem um estudo sobre os antecedentes dos dois jogadores.
Também não me apercebi de nenhum artigo de opinião sobre os possiveis jogos de castigo que os dois jogadores podiam apanhar.
Qual o motivo do esquecimento dos "escribas do reino" sobre o assunto? Deve ser da cor dos olhos. Depois querem dar aulas sobre isenção.

Fusos Horários

Os regulamentos da Liga mandam que os jogos das duas últimas jornadas, desde que importantes para decidir qualquer classificação ou qualificação, comecem todos à mesma hora.
Por isso e para preservar a verdade desportiva, Benfica, Sporting e Guimarães tiveram os seus jogos agendados para as 19h15m de ontem.
Só que se o jogo de Paços de Ferreira (Sporting) começou pontualmente, em Belém (V. Guimarães) o jogo só teve inicio cinco minutos depois, e na Amadora (Benfica) o jogo principiou 25 segundos depois do jogo do Restelo. Mas ao intervalo ainda foi pior, pois se se manteve a diferença para a Amadora (5,25) o jogo de Belém começou 7 m depois do jogo de Paços.
Defender a verdade desportiva? Só no papel. Não há delegados da Liga? Não deveriam pugnar para que os horários fossem cumpridos? Só servem para deixar que as coisas aconteçam, para depois escrever as irregularidades nos relatórios a fim da Liga passar as multas? O papel dos delegados é de prevenção e preservação das regras e condutas ou são meros fiscais da multa?
Pelo menos deu para entender o célebre slogan dos noticiários, "dezanove horas em Lisboa".
Pelos vistos as horas do Norte (Paços de Ferreira) não são iguais às de Lisboa (Belém e Amadora).
Deve ser por causa dos fusos horários.

domingo, 4 de maio de 2008

Finalmente

Acreditem que é verdade, os nossos olhos não estão a precisar de consulta oftalmológica. O pasquim da Cofina, finalmente conseguiu fazer uma capa dedicada aos campeões nacionais. Surpresa das surpresas, a manchete não foi dedicada aos três golos do Mantorras no treino, nem à unha encravada do leão Liedson, nem tão pouco imitou os colegas da Sic Noticias que na edição da meia noite da passada sexta-feira lançavam a bomba- "fim de semana decisivo para o campeonato nacional".
Os mais cépticos perderam a aposta. Ainda há esperança que se faça bom jornalismo para os lados da Avenida Conde de Valbom, o Record conseguiu fazer uma manchete com o FC Porto.
Foi no dia 4 de Maio de 2008.
Guardem para mostrar aos vossos netos.

A Cunha

Andamos cheios de ouvir falar em tráfico de influências. Em todas as áreas da sociedade, politica, serviços, desporto, etc. Diria até, que o fenómeno está nos genes dos portugueses, pois aquilo que normalmente é apelidado de "tráfico de influências", mais não é que a célebre "CUNHA".
Claro que ninguém poderá dizer, esta carapuça não me serve a mim, pois fosse em que circunstâncias fosse, todos recorremos à famosa "cunha".
Mas há os que a ela recorrem mais ou menos veladamente, os que a metem mas dizem que não fazem (cuidado com as interpretações), e os que a ela recorrem despudoradamente e frequentemente.
Vem isto a propósito, dos subsídios de deslocação que a Federação Portuguesa de Futebol tem a pagar, aos clubes que nos escalões não profissionais se deslocam à Madeira e aos Açores. Os subsídios estão atrasados, mas há um clube do Norte que tem as continhas em dia, a Oliveirense, que vê os carcanhóis entrar a tempo e horas. Dizem as más (e as boas) línguas que por uma "cunhazita" do presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Hermínio Loureiro, ou não fosse ele um cidadão exemplar de Oliveira de Azeméis.
O problema é que os outros clubes já reclamaram com a FPF e querem a mesma celeridade nos pagamentos. Pois...

Desaparecidos

Procura-se equipa campeã nacional da época 2007/2008, desaparecida na cidade berço, depois de vitória por cinco zero. A equipa deveria ter comparecidoao fim da tarde de ontem no Estádio do Dragão, onde 42.000 adeptos marcaram presença, mas estranhamente os campeões não apareceram. Foi vista um amontoado de figuras vestidas de branco, no papel de verdadeiros anjinhos, que andaram a passear durante noventa minutos no relvado, de costas voltadas para o público e a pontapear painéis publicitários, tendo até ao contrário do habitual, tratado a bola ao pontapé.
Agradece-se a quem souber do seu paradeiro, que avise o Prof. Jesualdo Ferreira, que necessita do regresso da equipa sã, salva e intacta nos seus valores, para apresentação no dia 18 deste mês no Jamor.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

1 de Maio

Para que se saiba porque hoje é dia feriado, aqui vai a explicação. Comemora-se o Dia do Trabalhador, o dia consignado internacionalmente como o das reivindicações das condições laborais dos trabalhadores. A foto refere-se ao 1º Maio de 1974, o primeiro comemorado em Portugal e que foi uma das maiores manifestações jamais vistas e realizadas em Portugal.
Na cidade do de Lisboa desfilaram mais de meio milhão de pessoas, no Porto (foto) estiveram 350.000 almas a encher a baixa da Invicta. Vai longe o tempo em que com calças de "boca de sino", cabelos compridos e barbas, boina Che e com o peito cheio de liberdade e orgulho, se comemorava galhardamente de punho erguido. Era a luta do povo verdadeiro, que sabia reivindicar e enchia praças e ruas, hoje o dia é aproveitado pelos aparelhos partidários e sindicais e o número de pessoas é o que se viu.

Chorões

Estamos a duas jornadas do fim dos campeonatos e é chegada a hora dos chorões. Uns mais que outros, que isto de choramingar também tem a sua arte. Há os que esperneiam ao mesmo tempo que choram, os que vertem lágrimas acompanhados de soluços convulsivos, e os que simplesmente choram "baba e ranho". Claro que há os que vertem as chamadas "lágrimas de crocodilo", mas esses não são para aqui chamados.
Chegamos no entanto ao cúmulo dos cúmulos, ir chorar para a Liga de Clubes contra os jogos dos outros. O Benfica pela voz, vontade e demais intenções do seu presidente (há que justificar de todas as maneiras possíveis mais uma época de fracasso), resolveu fazer queixa do Sr. Lucílio Baptista, árbitro do regime leonino, comparando as actuações do árbitro setubalense nos recentes jogos Boavista-Benfica e Sporting-E.Amadora. Houve erros e discrepâncias na forma de apitar? Claro que sim, os árbitros têm essa particularidade, não usam um critério semelhante para o mesmo tipo de faltas. Mas isso não é só de agora, é de sempre.
O que vale é que este campeonato está a chegar ao fim, e dentro de alguns meses vamos ouvir o grande educador do futebol português dizer, que tem a melhor equipa dos últimos dez anos e que a era do glorioso começa agora.
São os habituais discursos repetitivos e que convém fazer, até porque uma mentira repetida muitas vezes, transforma-se em verdade.